quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ANO NOVO A CADA DIA


Ao final de cada ano, as pessoas se desejam um ótimo ano novo.
Esquecem que a cada dia, sempre haverão novas oportunidades, sem precisar esperar um ano inteiro para tomar a decisão certa e fazer as escolhas necessárias.
POR ISTO LHE DESEJO, TODOS OS DIAS, UM FELIZ ANO NOVO.
Que a cada novo amanhecer, suas esperanças se renovem, e sua fé em Deus e em si mesmo lhe inspirem.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CONSULTORIA DE GRIFE

Tomo a licença de reproduzir aqui um texto do meu amigo Washington Sorio, um dos maiores especialistas em RH no Brasil:

"Semana passada, convidei uns amigos para o almoço em um restaurante e notei que o garçom que nos atendeu levava uma colher no bolso da camisa.

Achei esquisito, mas tomei isso como um fato casual. No entanto, quando o encarregado da mesa trouxe a água, copos e talheres, notei que ele também tinha uma colher no bolso da camisa.

Olhei em volta, no salão, e percebi que todos os garçons, garconetes e atendentes também levavam uma colher no bolso da camisa.

Quando o garçom voltou para tomar o pedido, perguntei:
- Por que a colher?

- Bom, - explicou - os donos do restaurante contrataram uma consultoria de grife, muito famosa, experts em eficiência, com o objetivo de revisar e melhorar todos os nossos processos.

Depois de muitos meses de análises, reuniões, pesquisas e estatisticas, eles concluiram que os clientes deixavam cair no chão a colher com 73% maior frequência do que os outros talheres.

Isso representava uma frequência de quedas de 3 colheres por hora por mesa. Se o nosso pessoal ficasse preparado para cobrir essa contingência, nós poderíamos reduzir o número de viagens à cozinha e, assim, poupar mais de 1,5 horas por homem por turno.

No momento em que estávamos falando, escutou-se um som metálico na mesa atrás da gente. Rapidamente o garçom que nos atendia trocou a colher caída por aquela que ele levava no bolso, e me disse:
- Pegarei outra colher quando for a cozinha, assim não farei uma viagem extra para buscá-la agora.

Meus amigos e eu ficamos realmente muito impressionados. O garçom continou a anotar o nosso pedido. Enquanto meus convidados ordenavam, continuei a observar ao meu redor. Foi, então, quando observei de relance uma cordinha fininha pendurada no ziper da calça do garçom.

Rapidamente, percorri com o olhar o salão para me certificar que todos os garçons levavam a mesma cordinha pendurada no ziper da calça. A minha curiosidade foi muito grande e, antes do garçom se retirar, perguntei:
- Desculpe, mas... por que tem essa cordinha justo aí?

- Oh,sim! - respondeu, e começou a falar em um tom mais baixo:
- Não tem muitas pessoas tão observadoras quanto o Sr. Essa consultora de eficiência da qual lhe falei, achou que nós também poderíamos poupar tempo na ida ao banheiro.

- Como é isso?

- Veja bem: amarrando esta cordinha na ponta do... bem, você já sabe, podemos sacá-lo para mijar sem tocá-lo e dessa forma, eliminando a necessidade de lavarmos as mãos, encurtando o tempo gasto no banheiro em 67% por homem.

- Que ótimo, isso tem muito sentido, mas....se a cordinha ajuda a sacar, como é que volta a guardar?

- Bem, eu não sei como fazem os outros, mas eu uso a colher..."

sexta-feira, 19 de março de 2010

Se estressar é muito mais sério do que você pensa...



Não confunda estresse com cansaço. O cansaço faz parte, bem como as dores de cabeça, o mau humor, enfim, tudo aquilo que nos importuna quando estamos no limite físico e emocional.

Contudo, quando achamos que tudo isto é bobagem e que vai se resolver por si só, é aí que mora o perigo! Pouco a pouco, começamos a nos deprimir ou desenvolver reações impulsivas, como choros sem sentido, desânimo, ou pior, violência... Este vídeo nos alerta que em situações extremas, quando não cuidamos de nós mesmos, somos capazes de cometer os piores atos.

Na hora de pensar em revidar um esporro, lembre do que é mais importante: um sorriso de um filho ou esposa, as pequenas conquistas do dia a dia, como se formar, carro novo, saúde cuidada, etc. Quando colocar na balança, você vai saber agir da forma correta.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Bom humor é mais do que felicidade...


Muita gente procura a felicidade, e passam a vida infelizes, e reclamando pelo que não têem.
Não percebem que o bom humor, que nada mais é do que a maneira alegre de ver a vida, sem tantos moralismos e regras, É SER FELIZ.
Seja numa roda de amigos, seja rindo da queda que levou no banheiro, seja olhando a natureza, o que vale é aproveitar os pequenos momentos da vida e se divertir.
Senão, o que resta?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Planejar para quê?


Em contato com muitos profissionais, vejo uma repulsa ao planejamento, como se houvesse perda de tempo em "sentar e pensar" como devem acontecer as coisas.

Estes mesmos profissionais, muitas vezes, não percebem quanto RETRABALHO têm que fazer, e passam o tempo "apagando incêndios", ao invés de prevenir o fogo...

Conciliar a urgência de resultados com a necessidade de antecipar resultados e caminhos é o grande desafio do executivo moderno. É importante, ao menos, buscar mais fontes de informações além da experiência individual, estar mais atento a fatos do que "achismos", e valorizar a importância de gastar horas planejando para evitar dias refazendo...

E, respondendo à pergunta do título, PLANEJAR PARA SOBREVIVER!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A vida é curta...

Antes de esquentar a cabeça, olhe para o céu estrelado. Milhares de estrelas que naquele momento estão na sua visão nem sequer existem mais, pois suas luzes demoraram milhares de anos para chegar até nós no nosso planeta.

Então, não me venha transformar como o maior problema do mundo circunstâncias atuais de que você não está gostando, que correspondem a mílésimos de segundo no relógio do universo.

A VIDA É CURTA. Cada minuto que você perde lamentando, brigando ou reclamando já foi embora, e não volta mais...

Crie oportunidades, aprenda com SEUS erros e siga em frente. APROVEITE A VIDA.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Quando a pressão passa de motivadora a destruidora



Aos 14 anos de idade, Marcelo Saiola era uma celebridade e estampava as capas de jornais e revistas. Após entrar para o Guinness Book como o tenista mais jovem do mundo a figurar no ranking da ATP, ele gozava da fama, era visto por patrocinadores como um pote de ouro e transmitia a certeza do futuro promissor de uma carreira que havia começado aos cinco anos de idade. Nada disso se concretizou. O anúncio da aposentadoria precoce – como tudo em sua vida até então – chocou o País. Adolescente, quis deixar as quadras para ser um garoto normal. Não estava feliz. Perdera o gosto pelo esporte. Saiola sucumbiu à pressão.



“Não sentia mais prazer. O tênis deixou de me satisfazer na medida em que a cobrança por resultado por parte da família, patrocinadores e por todos aqueles que me rodeavam começou a aumentar”, diz. “Só existia o Marcelo tenista, que dava resultado e dinheiro, e não mais uma pessoa jovem que queria ir a festas e ter uma vida comum”, lamenta.

Hoje, ele é professor de tênis e usa sua experiência para ajudar a quem precisa. Dá palestras a executivos e, por meio de sua história, alerta para uma realidade recorrente no mundo organizacional: o limite tênue que transforma a pressão de motivador a um problema que conduz à inação e ao fracasso. Com o dinamismo dos mercados e o acirramento da competição, a tendência natural foi o aumento por cobranças e resultados.



Esse incremento, quando exagerado, vem acompanhado de executivos infelizes, angustiados e pouco produtivos. “A pressão é importante para o crescimento do ser humano; é necessária para tirá-lo da zona de conforto e evitar a lei do mínimo esforço”, defende Marlene Ortega, diretora da Universo Qualidade Gestão e Conhecimento, entidade voltada para educação corporativa. “Portanto, não se trata de um problema, desde que em doses coerentes”, complementa.



E como essa “medida certa” pressupõe boa parcela de subjetividade por parte tanto de quem pressiona quanto de quem é pressionado, não há outra saída a não ser recorrer ao bom senso. “Os líderes devem ter a sensibilidade de conhecer individualmente seus comandados para saber cobrar a tarefa certa do colaborador responsável e, também, para ter consciência do ponto até o qual ele pode chegar com sua pressão”, explica a consultora.



Tarefa difícil essa, sem dúvida. Sobretudo porque os próprios líderes recebem doses cavalares de pressão que vem lá de cima. Cria-se, assim, uma “cultura da pressão” que, ao invés de contribuir para o crescimento coletivo, mina relações, torna o ambiente pesado, e pode até paralisar e posicionar a companhia num estado de fracasso iminente.

O diálogo é sempre aconselhável como forma de minimizar o trauma. “É importante, no entanto, que os colaboradores procurem pessoas de fora de seu ambiente de trabalho, que possibilitem uma visão externa dos acontecimentos”, afirma Marlene. “Falar com colegas de trabalho pode apenas alimentar um ciclo de desgastes, tornando o processo todo improdutivo”, completa. Trocar impressão com a liderança para tentar acertar o ponteiro direto com a fonte também é saudável. “Os líderes têm que ter a capacidade de sempre utilizar a pressão de maneira positiva, como forma de desafiar e instigar seus funcionários”, finaliza.



Pressão e aprendizado



Foi exatamente isso que aconteceu com Nelson Savioli, atual superintendente executivo da Fundação Roberto Marinho. Em 1991, quando era gerente geral de Recursos Humanos da Rhodia, ele não se entregou à pressão e transformou um aparente fracasso num caso de sucesso. Isso só foi possível porque durante todo o processo ele teve respaldo de seus superiores, que deram a ele um voto de confiança.



Após o momento delicado por que passou a economia brasileira em função das políticas macroeconômicas do então presidente Fernando Collor de Mello, a companhia se viu obrigada a reduzir seu quadro de funcionários. Savioli, então, lançou um programa de demissão voluntária. Para surpresa geral, do dia para a noite, nada menos que 1,3 mil colaboradores – 10% da força de trabalho – se candidataram. Tamanho contingente querendo deixar a companhia, que tinha acabado de receber um prêmio que a colocava como uma das melhores empresas para se trabalhar, deixou a diretoria atônita. Os jornais – inclusive os da França, onde se encontra a matriz -- passaram a cobrir exaustivamente a aparente contradição. E Savioli perdeu o sono.



Pressionado, iniciou imediatamente um processo de averiguação. Queria entender o porquê de tanta gente querer se desligar da companhia. Estressado, não entrou em colapso por ter tido o apoio de seus superiores, que lhe deram suporte o tempo todo. Entrevistou diversos demissionários e descobriu que, na verdade, eles se sentiam gratos à empresa, apostavam na empregabilidade conquistada com os aprendizados lá adquiridos e queriam alçar voo solo. Outros desejavam simplesmente retornar à terra natal e aproveitariam a indenização para concretizar esse sonho. Nas palavras de Savioli, a força da Rhodia tinha imposto essa aparente “derrota”. “Passei por momentos complicados, de alta tensão, mas em momento algum foi algo desumano. Sentir pressão é natural, desde que ela não seja injusta e desmedida”, recorda.



A experiência de Savioli o levou a compartilhar seus aprendizados no livro “Fracassos em RH -- E Como se Transformaram em Casos de Sucesso” (Editora Qualitymark). O autor defende que o sucesso na carreira é impossível sem períodos de pressão. “Pressão é neutra. Pode influenciar sucessos e fracassos, dependendo do grau e de como é exercida”, diz. E no caso de o fracasso acontecer, é preciso estar atento para, primeiro, revertê-lo e, depois, tirar lições dele. Palavras de quem esteve presente nos picos e nos vales do mundo corporativo.



Pressão que vem de dentro



Como se não bastassem todos à volta exigindo que você seja o melhor, o mais produtivo, o mais bem sucedido, pleno e sereno, existe, ainda, aquela voz que vem de dentro, cujo discurso é justamente o de que você precisa suprir todas essas expectativas. Num mundo que tem pressa não há tempo para aprendizados. Torna-se um ponto fora da curva, portanto, quem consegue parar e respirar, reerguer-se da queda, administrar a ansiedade, olhar um horizonte mais expandido e seguir adiante. Esse é mais ou menos o mantra seguido por Marcelo Ferraz, proprietário da rede de restaurantes Wraps.



Hoje, o negócio, que tem em seu DNA a mescla de refeições sofisticadas e saudáveis, caminha a passos firmes. São nove unidades em São Paulo, duas no Rio de Janeiro, com um quadro que chega a 280 colaboradores. Quem vê a solidez da rede não imagina os perrengues por que atravessou seu idealizador.



Ainda quando era executivo da Unilever, Ferraz nutria um desejo de ter o próprio negócio. Trabalhou para isso, deixou para trás a estabilidade proporcionada àqueles que batem cartão e mergulhou de cabeça nos mares ainda pouco conhecidos da Internet. O ano era 2000. O dia da abertura de sua companhia coincidiu com o estouro da bolha que mandou para os ares diversas empresas do setor. A de Ferraz se salvou. Pressionado por aquele instinto que evita ao máximo o encontro com o fracasso, ele trabalhou dia e noite por um ano, até tirar o negócio da pindaíba. Quando atingiu seu intento, vendeu sua parte na sociedade. “Foi um período de perda de muito dinheiro e de paz”, lembra-se, sem uma demonstração de arrependimento.



Há fases em que as tragédias acontecem no atacado. Aos 32 anos, Ferraz viu um sonho se tornar pesadelo. Não tinha empresa, estava sem emprego, com um casamento em ruínas, com os pais também se separando e com a avó enferma. E aí, não tem jeito. É parar, juntar os cacos, respirar, manter a calma e seguir adiante. Mesmo com todas as escoriações.



Foi isso que ele fez. Sem capital, o empresário deu um passo atrás em seu sonho de ser dono do próprio nariz e voltou a ser funcionário. “Nesse momento a racionalidade é fundamental. Eu separava os problemas, os categorizava e resolvia um de cada vez”, diz. “Além disso, tinha plena consciência de minha capacidade técnica para sair daquele buraco”.



A tempestade começou a ceder quando ele assumiu o posto de vice-presidente de estratégia e novos negócios da editora Abril. O cargo era desafiador e ele poderia exercer todo seu empreendedorismo dentro da companhia. Mas os ataques de 11 de setembro de 2001 derrubaram as torres gêmeas, solaparam a economia mundial e cortaram as asas de Ferraz. Sem poder colocar em prática seus projetos, sua atuação tornara-se burocrática com foco em redução de custos. Frustração.



Mais uma vez, parou e respirou. A pressão aumentava. Ele estava infeliz. Com as finanças já em ordem, deixou a editora em meados de 2002 e abriu o primeiro restaurante Wraps.

Ferraz tem orgulho de sua história. Diz que aguentou todos esses trancos por ter uma grande capacidade de autoconhecimento. Faz análise desde os 13 anos. Talvez por isso mesmo, hoje não toma mais tantos riscos. É pai. Tem 42 anos. “Toda queda é dolorosa. O que muda é seu poder de recuperação e sua disposição para suportar a pressão. Hoje sou mais receoso e cauteloso do que há dez anos”, afirma, com a tarimba de quem sabe exatamente a dor e a importância de cada tombo tomado.

Texto extraído do site CANAL RH em 26/05/09